O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Médio Paraíba alcançou, em maio de 2026, o menor tempo de resposta registrado nos últimos 15 anos de atuação. O resultado representa um marco para o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paraíba (CISMEPA) e evidencia os avanços na gestão operacional e na integração das equipes responsáveis pelo atendimento de urgência e emergência.
Nas ocorrências classificadas como prioridade vermelha, consideradas as mais graves, a mediana do tempo-resposta foi de 14 minutos e 44 segundos, enquanto a média ficou em 16 minutos e 35 segundos. No indicador geral, a mediana registrada foi de 16 minutos e 45 segundos, com tempo médio de 19 minutos e 43 segundos.
Em uma região que atende quase 1 milhão de habitantes, apenas cinco remoções ultrapassaram duas horas de duração durante o mês, sendo o maior tempo registrado de 2 horas, 16 minutos e 29 segundos. Segundo o CISMEPA, os números refletem uma atuação baseada em disciplina operacional, gestão eficiente e trabalho integrado entre as equipes.
A Central de Regulação também teve papel fundamental no desempenho. Durante maio, foram recebidas 6.671 ligações, que resultaram em 4.397 ocorrências geradas. O índice de não intervenção foi de 18%, o que representa 804 deslocamentos evitados após avaliação técnica e orientação qualificada, permitindo que as equipes permanecessem disponíveis para casos de maior gravidade.
O perfil dos atendimentos foi composto por 70% de ocorrências clínicas, 18% de traumas, 8% de casos psiquiátricos, além de 2% de atendimentos obstétricos e 2% pediátricos.
Entre os destaques operacionais, Quatis registrou a menor mediana de tempo-resposta da região, com 12 minutos e 12 segundos. A Unidade de Suporte Básico (USB) de Pinheiral apresentou o melhor tempo-resposta operacional, de 13 minutos e 25 segundos, além do menor tempo total até a chegada ao hospital. Já a USB de Penedo alcançou o menor tempo de permanência em cena, com média de 7 minutos e 28 segundos.
Para manter os resultados, o consórcio trabalha com metas como saída das bases em até um minuto, permanência inferior a dez minutos em ocorrências de trauma, atendimento a casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em menos de 15 minutos e entrega do paciente à unidade hospitalar em até dez minutos.
Apesar do desempenho histórico, o CISMEPA destaca que o trabalho de aprimoramento continua. Entre as ações previstas estão a ampliação das bases operacionais, aquisição de novos veículos e equipamentos, fortalecimento da integração com as forças de segurança, Defesa Civil, hospitais e prefeituras, além da capacitação contínua das equipes e do aperfeiçoamento da tomada de decisões operacionais.
De acordo com a instituição, o resultado alcançado em maio demonstra que a redução do tempo de resposta é consequência de planejamento, organização e do compromisso diário dos profissionais que atuam na regulação, assistência, logística, supervisão e atendimento pré-hospitalar, contribuindo diretamente para salvar vidas.