Volta Redonda registrou uma terça-feira, 27 de outubro, marcada por homicídio, operações policiais e relatos de disparos. Os episódios ampliaram a preocupação dos moradores após os confrontos ocorridos desde domingo na região da Vila Brasília.
No bairro Água Limpa, um homem foi morto a tiros na Rua José do Patrocínio, no fim da tarde. A Polícia Militar foi acionada, e uma equipe de perícia realizou os procedimentos para auxiliar na investigação. A autoria e a motivação do crime permaneciam sem esclarecimento nas informações disponíveis.
Também na terça-feira, uma operação no condomínio Ingá 2, na região de Santa Cruz, terminou com a prisão de um homem conhecido como “MG”. Ele é suspeito de auxiliar no recrutamento de criminosos envolvidos na invasão da Vila Brasília. Durante a ação, foram apreendidas duas pistolas e um dispositivo quebra-chamas. A participação atribuída ao suspeito está sob investigação.
No Morro da Conquista, no bairro Santo Agostinho, o Batalhão de Ações com Cães apreendeu mais de 17 quilos de drogas em um imóvel abandonado. A cadela farejadora Kitana auxiliou na localização de cocaína, maconha, crack e skank. Também foi recolhida uma balança de precisão.
O material, avaliado pela polícia em aproximadamente R$ 100 mil, foi encaminhado à 93ª Delegacia de Polícia. Não houve informação sobre prisões relacionadas à apreensão.
Durante a noite, moradores de Morada da Colina e Jardim Amália relataram disparos de arma de fogo. Nas informações inicialmente divulgadas, não havia confirmação de feridos ou presos relacionados a esses episódios.
A terça-feira também terminou com uma mudança no comando do 28º Batalhão da Polícia Militar. O tenente-coronel Décio Keiji Takamine foi nomeado para substituir a tenente-coronel Amanda Neves Ferreira. O boletim administrativo não detalhou os motivos da substituição.
A Vila Brasília permanece sob ocupação policial por tempo indeterminado. As forças de segurança também realizam operações em outras localidades para identificar envolvidos nos ataques e apreender armas e drogas.
Em meio à tensão, a Polícia Militar desmentiu mensagens sobre um suposto toque de recolher. A orientação é evitar o compartilhamento de áudios, vídeos e informações sem confirmação, que podem aumentar o medo e prejudicar a rotina da população.