A Prefeitura de Barra Mansa, através da Secretaria de Saúde, realizou nesta terça-feira (26), a primeira oficina de Suporte Básico à Vida (SBV). A capacitação aconteceu na antiga sede da Pasta, no Centro, e foi destinada às equipes da Vigilância em Saúde, envolvendo profissionais da Epidemiologia, Programa de Imunização, Tuberculose, IST/Aids e demais gerências. O objetivo foi preparar os servidores para atuarem em situações de urgência e emergência até a chegada do atendimento especializado, promovendo mais segurança no ambiente de trabalho e ampliando o conhecimento técnico das equipes.
A supervisora técnico-administrativa do Centro de Doenças Infecciosas (CDI) e supervisora técnica da Imunização, Hellen Martins, destacou a importância do treinamento para os profissionais que atuam em setores que não são especializados em urgência e emergência.
- O prédio abriga diversos serviços e atendimentos que não são especializados em urgência e emergência, então poucos profissionais sabem como agir numa situação como essa. O objetivo do encontro foi justamente passar esse treinamento para a equipe, esse suporte básico à vida, mostrando para todos o que fazer para manter o paciente vivo até a chegada do socorro efetivo - explicou Hellen.
Ela ainda ressaltou que a proposta é expandir a capacitação para outros setores da Secretaria de Saúde. “Posteriormente, esse treinamento também será levado para os demais setores, ampliando esse conhecimento entre os profissionais da rede municipal”, completou.
A oficina foi conduzida pela enfermeira do programa IST/Aids e Hepatites Virais, Daiana Mateus, que é subtenente do Corpo de Bombeiros. Durante o encontro, ela destacou que a atividade faz parte das ações de encerramento da Semana da Enfermagem.
- Primeiros socorros são um tema relevante, pois pode ser necessário no ambiente de trabalho, durante o lazer, em um sítio, em reuniões de família... Muitas vezes as pessoas não sabem como conduzir a situação. Quando falamos sobre parada cardíaca, desobstrução de vias aéreas e reanimação, é importante saber o que fazer e também o que não fazer, porque qualquer ato pode interferir consideravelmente em situações de emergência - afirmou Daiana.
Durante a oficina, foram abordadas as atualizações das manobras de desobstrução das vias aéreas - utilizadas em casos de engasgo - que passaram por alterações em 2025, além das técnicas de reanimação cardiopulmonar em situações de parada cardíaca. “A gente precisa saber reconhecer uma parada cardíaca, acionar o socorro rapidamente e iniciar as intervenções necessárias até a chegada da equipe especializada. A intervenção de quem presencia aquele momento faz toda a diferença na preservação da vida”, ressaltou.
Lei Lucas
Daiana também citou a Lei Lucas, criada em 2018 após a morte de uma criança que se engasgou durante um passeio escolar, sem que os responsáveis soubessem realizar os procedimentos de primeiros socorros.
- A partir desse luto, a família transformou a dor em luta pela conscientização sobre a importância de saber agir nessas situações. A Lei Lucas passou a obrigar escolas a capacitarem professores, merendeiras e toda a equipe escolar em primeiros socorros. E isso acabou se expandindo também para ambientes de trabalho, religiosos e locais onde há concentração de pessoas - destacou.
Segundo a enfermeira, o principal objetivo da oficina foi promover conhecimento, orientação e confiança para que os profissionais estejam preparados diante de situações emergenciais. “Nosso objetivo hoje é conversar sobre isso, tirar dúvidas e fazer com que as pessoas se sintam mais confiantes em situações de urgência, sabendo exatamente o que fazer para ajudar a salvar uma vida”, concluiu.